A vida da Maria mudou depois de um entrevista de emprego. Já tinha percebido que era “esquisita”, que coisas que para os outros eram fáceis, para ela eram um quebra-cabeças: atar os sapatos, andar sem tropeçar, entender piadas, fazer amigos.

Foi a diretora da escola em que trabalhava quem primeiro percebeu que os comportamentos diferentes da Maria podiam ter uma explicação e a levou para uma avaliação no CADIn. Quando soube que tinha Síndrome de Asperger, pensou: “Boa, afinal não sou esquisita!”.

Todos os dias a Maria enfrenta dificuldades para lidar com coisas que são banais para a maioria das pessoas. Conta com o apoio da diretora da escola, que agora sente como mãe e do CADIn. A sua maior conquista é acreditar em si mesma: “Chego a todo lado como os outros, mas mais lentamente”. No futuro, quer ser educadora de infância e continuar a trabalhar com crianças que, diz, a entendem melhor que ninguém.

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